Estudante de Recursos Humanos

Minha foto
No dia 14/01/2012, tudo começou a mudar na minha vida profissional. Em Janeiro/2012, este espaço foi criado com o intuito de levar a vocês todos os assuntos pertinentes ao mundo de RH. A partir de hoje (19/12/2012), darei uma nova direção à este espaço, e conto com a ajuda de cada um de vocês, para deixar este lugar mais atrativo. Blog em reconstrução. Em breve, novidades!
Mostrando postagens com marcador Saiba como. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saiba como. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Escrever bem faz bem à carreira


por Anderson Silva

Quantas vezes você leu e releu um texto que recebeu - um relatório ou e-mail - mas não entendeu absolutamente nada do que a pessoa queria dizer? E o seu texto? Algumas pessoas têm dificuldade em entendê-lo? Costuma ler o que escreveu antes de enviar a alguém? Não? Deveria. Segundo especialistas ouvidos pelo Canal Rh, o executivo que escreve mal pode não ter suas mensagens compreendidas e corre o risco de arranhar a sua imagem e da empresa para a qual trabalha.

Para Íris Gardino, professora doutora da Fundação Instituto de Administração (FIA), no entanto, é difícil para a maioria das pessoas admitir que não escreve bem e que precisa de uma atualização. “A nossa língua é um instrumento vivo e sofre alterações”, comenta. Segundo íris, outro problema é que grande parte das pessoas acha a língua portuguesa muito complexa. “E não é. O que ocorre é que são raras as instituições no Brasil que ensinam o português correto”, diz.

Escrever claramente e com simplicidade é a melhor saída, afirma. “Não escreva um texto para impressionar. Seja claro e objetivo. A ideia mais importante do texto tem que estar logo nas primeiras linhas”, diz. Segundo a professora, que dá aulas de comunicação oral e escrita para executivos na FIA, não há uma área profissional que tenha mais problemas de texto que outra. “Depende muito do ensino que a pessoa teve na escola. Houve uma turma da área de exatas que me surpreendeu bastante. Eles escreviam muito bem.”, diz.

e-mail é coloquial, mas nem tanto

O e-mail corporativo requer ainda mais atenção e deve ser escrito de maneira clara e objetiva. Além disso, mesmo que o executivo tenha um relacionamento de proximidade com o destinatário de sua mensagem, o ideal é não ser tão informal. “Não faça gracejos no e-mail da empresa, pois ele vai para a pessoa com a marca da organização impressa em cada mensagem”, explica Íris Gardino. Segundo ela, isso pode, eventualmente, causar desconforto se o texto for encaminhado a uma terceira pessoa que não participou da conversa, seja ele um superior ou não.

Quando a mensagem for direcionada a um cliente e o profissional considerar o conteúdo dela muito complexo, a professora sugere que ele submeta o texto à leitura de outra pessoa antes do encaminhamento. “Ele pode pedir para alguém ler e dizer se entendeu o que leu”, exemplifica. Uma segunda opinião pode evitar que erros passem despercebidos pelo executivo. “A empresa não pode deixar chegar ao ponto de os erros serem apontados pelos seus clientes, como acontece em alguns casos”, diz o psicólogo organizacional com especialização em Gestão de Pessoas e diretor de projetos coorporativos da consultoria RHFácil Brasil, Marcos Simões.

Mas, o que fazer para melhorar o texto? Os especialistas são unânimes: a leitura ainda é a melhor maneira de melhorar a escrita e aumentar o repertório, mas só isso não é suficiente. Para a consultora de etiqueta e autora do livro “Os Sete Pecados no Mundo Corporativo” (Ed. Vozes), Lígia Marques, esses problemas podem ser resolvidos também com cursos e treinamentos na área de comunicação escrita. “Outra dica importante: sempre que tiver uma dúvida, não escreva. Use o velho amigo dicionário antes de se comprometer por tão pouco”, finaliza.

Para algumas empresas, a preocupação com a língua portuguesa começa no processo de seleção. No Grupo PAR, que atua nas áreas de seguro, tecnologia e negócios imobiliários, são aplicados testes de português aos candidatos. Depois da contratação, a empresa acompanha de perto os textos de alguns executivos, segundo o diretor executivo da companhia, Marcelo Maron. “Caso a organização detecte um problema, deve abordar o assunto de forma clara e direta, encaminhando o profissional para um treinamento adequado”, afirma.

Abaixo, algumas dicas da professora Íris Gardino para escrever bem:
- Concisão: use poucas palavras (especialmente em mensagens eletrônicas), escreva de maneira simples e não tente impressionar.
- Coesão: seja coeso em suas ideias. As frases precisam ter sentido e relação entre si.

- Correção: a soma da coesão e concisão.

- Evite misturar palavras em português com de outras línguas (a não ser que não tenham tradução).

- Use o gerúndio com cuidado, só quando realmente for necessário. Troque o “vou estar agendando” por “vou agendar”.

- Se o assunto for muito complexo ou a mensagem tratar de vários assuntos, escreva em tópicos.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Cortar gastos não significa, necessariamente, cortar pessoal



por Fernanda de Almeida

Contenção de gastos sempre gera alarde entre os funcionários, afinal o corte de pessoal costuma figurar entre as medidas mais usadas pelas empresas na hora de reduzir despesas. Muitas companhias, no entanto, já perceberam que é preciso buscar outros caminhos, principalmente em momentos de escassez de mão de obra qualificada. Todavia, se a redução da folha de pagamento for mesmo imprescindível, as corporações devem realizar um mapeamento de talentos para não perder seus melhores profissionais. “O ideal é que, antes de demitir, a empresa faça uma avaliação dos talentos humanos, a fim de manter os melhores. Aqueles que agregam pouco valor devem ser os primeiros a serem demitidos”, orienta Gutemberg de Macedo, presidente do Instituto Gutemberg, focado em desenvolvimento humano.

O cuidado precisa ser redobrado em empresas com atividades muito específicas, cujos profissionais passam por treinamentos especializados. Na BgmRodotec, que oferece softwares para gestão de empresas de transportes, demitir colaboradores costuma ser a última opção. “Pela elevada especificidade da nossa atividade, a formação dos profissionais é lenta e custosa. Por isso, buscamos reduzir os custos sem alterar o quadro de colaboradores”, explica Edson Caldeira, diretor Financeiro da companhia.

Se o objetivo é manter os funcionários, a principal saída é conscientizá-los de que os desperdícios precisam ser evitados e incentivar que os colaboradores tragam ideias de como reduzir os gastos da empresa. “A melhor maneira de fazer com que os funcionários se sensibilizem e ajudem a economizar é abrindo os livros contábeis e mostrando a real situação da empresa para pedir a solidariedade de todos, a fim de que não haja necessidade de medidas drásticas”, sugere Macedo. “Quando a comunicação é verdadeiramente transparente as pessoas ouvem e colaboram”.

Uso racional dos recursos

Na BgmRodotec, a equipe é conscientizada sobre a importância econômica e ambiental de utilizar racionalmente os recursos e materiais. “Por meio de indicadores, como de desempenho, de diminuição de erros e de retrabalho, motivamos a equipe a buscar melhores resultados que influenciam diretamente os custos”, conta Caldeira. Segundo o diretor, a conscientização e mudança de comportamento para contenção de gastos precisam envolver todos os níveis hierárquicos. “O exemplo da liderança é fundamental”, diz.

Trata-se de um trabalho de formiguinha e de longo prazo. “Acho que conseguimos essa confiança da equipe por meio do relacionamento diário. Existe uma transparência muito grande com relação à saúde financeira da empresa. E o resultado disso é que nossa rotatividade é muito baixa”, comemora Caldeira. Para Macedo, a prática constante de contenção de gastos é sinônimo de boa administração. “Cortar o que é verdadeiramente supérfluo, como viagens desnecessárias, uso excessivo de telefone, festas e convenções milionárias, deve ser atitude constante, parte do dia a dia dos profissionais”, acredita.

Em 30 anos de existência, a BgmRodotec precisou uma única vez fazer um corte de pessoal por conta da situação do mercado na época. “Tivemos que cortar cerca de 10% do quadro. Foi muito difícil, pois não tínhamos ninguém que estivesse ocioso, mas não tínhamos outra opção”, conta Caldeira. Fora essa situação, a busca pela utilização racional dos recursos - inclusive os humanos - faz parte do dia a dia da companhia. “Toda empresa bem administrada tem a sua atenção voltada para a eliminação dos custos e dos desperdícios”, afirma Macedo. “De uma forma positiva, conter gastos deve ser uma diretriz de qualquer empresa”, finaliza Caldeira.