Estudante de Recursos Humanos

Minha foto
No dia 14/01/2012, tudo começou a mudar na minha vida profissional. Em Janeiro/2012, este espaço foi criado com o intuito de levar a vocês todos os assuntos pertinentes ao mundo de RH. A partir de hoje (19/12/2012), darei uma nova direção à este espaço, e conto com a ajuda de cada um de vocês, para deixar este lugar mais atrativo. Blog em reconstrução. Em breve, novidades!
Mostrando postagens com marcador Dicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dicas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de abril de 2012

7 características comuns a todo profissional de sucesso






1 - Ter consciência de suas fortalezas e de suas fraquezas, ou seja, desenvolver apurado autoconhecimento. 
A percepção que temos de nós mesmos pode ser distorcida, por isso, é necessário frieza e fazer uma autoanálise rigorosa e realmente honesta sobre nossas competências.

2 - Ter dedicação extrema, incansável e eficiente. Muita gente se engana contando a dedicação apenas por horas, e não por eficiência. O tempo investido em um projeto deve ser maximizado para obter resultados, independentemente da quantidade de horas gastas.

3 - Ser criativo para transpor os obstáculos que aparecem pelo caminho. O que distingue o profissional criativo dos outros é sua atitude em relação aos problemas. O criativo direciona sua energia para a solução. Não fica paralisado, lamentando o problema.

4 - Ter foco ao definir os objetivos e não confundi-los com sonhos, pois objetivos devem ser coerentes com suas habilidades e limitações. Ao contrário dos sonhos, objetivos são tangíveis, pertencem à realidade e têm características muito claras: são específicos, são mensuráveis, são planejados, são flexíveis e têm prazo para serem atingidos.

5 - Ter a capacidade de identificar oportunidades menores e não deixar as grandes chances passarem por medo de fracassar. Para saber se uma situação pode impulsionar sua carreira ou seus negócios, verifique se a situação leva você para mais perto de seu objetivo.

6 - Desenvolver e manter uma rede de contatos. Se você quiser ficar bem no mundo corporativo, precisará estar rodeado de aliados. Conhecer pessoas-chave é a meta final, o alvo do networking.

7 - Saber se posicionar. A maneira como você se apresenta e se posiciona vai comunicar se você é um vencedor ou um perdedor. Assim como um produto, um profissional precisa ter um posicionamento claro e alinhado com suas fortalezas. Quem tenta ser tudo demonstra um posicionamento confuso.

Fonte: Info Abril

terça-feira, 27 de março de 2012

4 conselhos de carreira para quem migra para uma pequena empresa


Especialistas afirmam que é preciso foco no plano de carreira e evitar comparar com o antigo emprego


São Paulo – A decisão está feita, você pediu demissão e irá enfrentar um desafio: sair de uma empresa grande (de marca consolidada) e ir para uma empresa menor ou para uma startup. “O profissional se deparará com problemas que não está acostumado. Ele terá que começar tudo de novo”, explica Sócrates Melo, gerente sênior da divisão de recrutamento temporário da Robert Half.
Para ele, o sentimento de frustração é comum e persistirá. “O profissional estranhará ao receber tantos nãos; além de não ter tanto ‘glamour’ quanto à empresa anterior”, afirma.
Telma Sassaroli, psicóloga e diretora de serviços da SimGroup, explica que essa decisão tem que ser encarada como um processo de maturação profissional. “Este caos momentâneo deve ser encarado como uma oportunidade para fazer dessa mudança um case de sucesso”, afirma.
Os especialistas ressaltam que antes de aprender a lidar com a mudança de emprego, o profissional tem que ter certeza de que deixar o emprego é a decisão certa e está alinhada com o seu plano de carreira. Confira abaixo, outros conselhos:
1. Alinhe suas expectativas
“Por que quero sair da empresa? Quais sãos os prós e contras de trabalhar aqui?”, são perguntas que o profissional deve fazer para que tenha certeza das razões pelas quais ele está deixando o emprego para assumir um cargo numa companhia de porte menor.
Segundo Melo, colocar no papel todos os prós e contras ajudará o profissional a lidar melhor com a mudança. “Ao sair de uma empresa grande, ele poderá tirar do baú ideias que eram reprimidas e terá a chance de trazer para o novo ambiente de trabalho”, afirma Telma.
2. Converse com outros profissionais
Por meio de depoimentos de outros colegas que também fizeram o mesmo caminho é possível ter uma previsão das dificuldades que o profissional enfrentará. “É natural e bom procurar apoio em pessoas que já passaram pela mesma situação”, afirma Telma.
3. Investigue sobre seu novo local de trabalho
Durante o processo de transição, Melo explica que o profissional não deve hesitar em perguntar sobre como é a rotina da empresa para o qual ele está indo. “Questione sobre os processos, os objetivos de cada segmento da empresa e até mesmo o que eles estão esperando de você”, afirma.
Telma explica que as principais vantagens de uma empresa menor devem ser levadas em conta: a proximidade entre os pares e chefes é maior, não existem tantos níveis hierárquicos e a burocracia também é menor.
4. Tenha paciência
De acordo com Melo, o profissional não deve criar uma falsa expectativa de que esse “momento” passará rápido. “Esse período pode demorar mais que do que o profissional esperava. Ele irá lidar com uma margem bem mais baixa de investimento, por exemplo e isso não pode ser encarado de forma negativa”, explica.
Para Telma, quando um profissional sai de uma empresa grande e vai para uma menor, ele tem que ter uma dose de empreendorismo e muito foco, “imaginar que todo dia é um dia muito importante e que irá realizar um excelente trabalho”. Em vez de se lamentar, comemore cada conquista.
O saudosismo pode atacar em momentos difíceis, mas os especialistas recomendam evitar a comparação com o que ele fazia antes e focar nos motivos que o fizeram sair da empresa. “O profissional que sabe lidar com problemas e tem jogo de cintura é mais valorizado no mercado do que aquele que se acomodou”, afirma Melo.

domingo, 11 de março de 2012

Foco no ambiente de trabalho: Excesso de informação pode influenciar no seu desempenho


Computador, tablet, vários telefones, tarefas que não acabam mais: dar atenção a tudo, simultaneamente, faz você se sentir uma supermulher. Mas saiba que esse “milagre da multiplicação”, no seu ambiente de trabalho, não é benéfico para a sua saúde nem vai garantir que o resultado do seu esforço seja um sucesso.

A consultora em gestão de pessoas Maria Lucia Moreira explica que todos temos um limite, tanto para absorver informações quanto para a realização de tarefas: “Quando o volume de atividades é maior do que a capacidade de assimilação da pessoa, em dado momento, ela acaba estagnando, já que realizar diversas ações simultâneas reduz a capacidade de atenção e, consequentemente, a qualidade do que se está fazendo”.

Segundo a consultora, a maioria não consegue fazer diversas coisas ao mesmo tempo e insistir nisso pode deixar a pessoa estressada. “Esse quadro se agrava, sobretudo, quando a pressão do ambiente é grande”, complementa. Quando o grau de nervosismo está elevado, a fala ansiosa e a relação com os companheiros de trabalho conturbada, é hora de reconhecer que se está fazendo além do que deveria, de acordo com Moreira.

Para evitar uma pane no seu sistema, a especialista recomenda: “É preciso determinar prioridades. Estabeleça critérios e tenha foco naquilo que se está fazendo. Se a demanda é maior do que a capacidade, insistir só vai atrapalhar. Reduza a sua autoexigência”, ensina.

Já para lidar com as milhares de tarefas solicitadas em curto prazo pelo chefe, comunicar-se é chave. “Se você sabe que não vai atender aos prazos, exponha suas razões ao seu gestor de forma firme, mas educada. Diga que vai atender ao que for prioritário naquele momento, para que não haja a perda da qualidade do que está sendo realizado” conclui.



Sete dicas para escolher um sócio: Objetivos pré-estabelecidos são fundamentais


Abrir um negócio já não é fácil. Escolher um sócio, então, requer um olhar apurado e muito planejamento para evitar problemas no futuro. Se você pretende empreender ao lado de alguém, leia as recomendações do coach financeiro Antonio de Julio, sócio da empresa de educação financeira MoneyFit, para formar uma parceria de sucesso. 

Definir o motivo de encontrar um sócio 
“Antes de procurar um parceiro para o seu empreendimento, você deve se perguntar: para que eu quero um sócio? Por medo de empreender sozinho? Preciso de dinheiro ou é falta de capital intelectual? Pode ser para divisão de tarefas? Ele vai ajudar no dia a dia?”, enumera de Julio.

Os valores que essa pessoa possui devem ser compatíveis com os seus
“Ele será seu companheiro e, provavelmente, mais presente do que o seu cônjuge. Procure pessoas com os mesmos princípios éticos e morais e que tenha a mesma escala de valores”, ensina o coach financeiro.

Uma divisão de tarefas previamente estabelecida também é fundamental
“Decida as responsabilidades de cada um, as metas e como será feita a distribuição de renda, de preferência por escrito e antes de fechar negócio.”

Confiança
“Procure não se associar a uma pessoa que não conheça bem. Se for fazê-lo, procure escrever um contrato detalhado, definindo as obrigações e o valor da divisão dos lucros para cada um, de preferência na presença de um advogado.”

Estabeleça horário de trabalho para cada um
“Para que um não acabe dando mais pela empresa, é bom deixar claros o tempo de expediente e as funções de cada um, levando em consideração a velocidade individual de realização de tarefas.”

As expectativas
“Para que não haja mal-entendidos, procure saber quais são as expectativas do seu sócio com a empresa e lhe explique as suas dentro do negócio.”

De antemão, combinar o que deve acontecer caso a sociedade seja desfeita
“Ninguém quer pensar nisso, mas estabelecer as regras de separação da empresa é tão importante quanto as de entrada.”



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Aprimore sua equipe para ter um ano mais produtivo


por Eduardo Ferraz*

Diz a prática que, no Brasil, o ano começa verdadeiramente, depois do Carnaval. Esse é um bom momento para os gestores fazerem um balanço e partir efetivamente para ações que tragam bons resultados para seus negócios. A principal delas é a análise de sua equipe de trabalho. Será que você tem o time certo?

A maioria dos gestores sonha em ter, em suas empresas, a "equipe ideal", e, muitas vezes, acha que a solução está do lado de fora. O que muitos não percebem é que há alternativas para aprimorar as pessoas que você já tem.

Seguem nove dicas para isso acontecer:

1 - Invista mais tempo para conhecer a personalidade de seus colaboradores.
Todo mundo sem exceção deixa um rastro durante a vida e este histórico indica tendências futuras. Portanto, é muito importante conhecer a personalidade de seus funcionários.

2 - Não force a natureza das pessoas.
Apesar de a personalidade adquirir alguma maleabilidade com o passar dos anos, a estrutura continua sendo a mesma durante toda a vida - "Lagartixa não vira jacaré". Não é bom negócio cobrar coisas improváveis. Por exemplo: se uma pessoa é tímida, não lute contra isso, apenas administre. Provavelmente a praia dela não é lidar com o público. O contrário também é verdadeiro: se você tem um super extrovertido, colocá-lo para trabalhar fechado num escritório será uma tortura. Pense em mudá-los de função ou de ambiente.

3 - Identifique os pontos fortes.
Ter um funcionário muito exigente, teimoso, perfeccionista, mandão, falante, desconfiado ou qualquer comportamento que, socialmente é visto como inadequado, pode se tornar um ponto forte, se utilizado em tarefas que demandem estes comportamentos.

4 - Posicione as pessoas onde elas rendem mais.
Procure posicionar as pessoas onde elas possam usar seus estilos particulares na maior parte do tempo. O perfeccionista gosta de organizar, o extrovertido de se relacionar, o dominante de comandar, o impaciente de acelerar.

5 - Faça prática deliberada.
Prática deliberada é aquilo que fazemos especificamente para aprimorar o que já temos de bom. Significa desenvolver com técnicas, estudo e repetição nossos talentos. Muita prática deliberada significará melhor desempenho. ‘Toneladas’ de prática deliberada resultarão na excelência.

6 - Defina metas ousadas.
Se você seguir as sugestões anteriores, terá autoridade para cobrar metas mais agressivas. Estipule metas para o incremento do faturamento, aumento da lucratividade e diminuição de custos.

7 - Cobre resultados.
Parece óbvio, mas muitas empresas estipulam metas globais, mas não cobram metas individuais. A maioria das pessoas consegue um desempenho 20% a 30% superior quando as metas são justas, claras, e principalmente avaliadas individualmente.

8 - Institua a meritocracia.
Premie, reconheça e promova os melhores, independente do tempo de casa que possuam. Isso dará um "choque de gestão" e motivará os mais talentosos e determinados.

9 - Dê o exemplo.
As pessoas só acreditam em um programa de melhoria se quem o propõe o sigue rigorosamente. O exemplo vem de cima.

Estas ações exigirão algum esforço, mas garanto que se bem utilizadas trarão ótimos resultados.

Eduardo Ferraz, consultor em Gestão de Pessoas e especialista em treinamentos



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Resoluções de Carreira para depois do Carnaval

Postado em 22/02/2012 às 13:50hs

O Carnaval passou e o ano de fato inicia. E sua carreira como anda?

Veja algumas dicas que a Holden Recruiting Talents selecionou para você:


Para que a lista de afazeres não se estenda até o final do ano confira as recomendações de Maria Cecília Coutinho de Arruda, professora de Ética e Marketing da FGV –EAESP:



Plano de carreira


“Uma carreira só pode ser pensada a longo prazo”, afirma Maria Cecília. Por isso, tenha certeza de onde você quer chegar e avalie se os seus planos estão alinhados com os projetos de sua empresa.


Curso de idioma

Para participar de projetos internacionais ou almejar uma pós-graduação no exterior, o profissional não pode esperar que a empresa ofereça uma oportunidade.

Reúna colegas de trabalho interessados em fazer um curso de idioma para montar um grupo de estudo. “Se a empresa não pode entrar com os custos, pode oferecer a sala de reunião


Networking

Utilizando efetivamente redes sociais como LinkedIn e Facebook é possível receber até uma proposta de emprego.

Para aumentar sua lista de contatos profissionais, fale com pessoas de outras áreas e aproveite eventos como feira de negócios ou um treinamento para trocar cartões de visitas.



Administre melhor seu tempo

Para ser mais produtivo no trabalho, a especialista recomenda um curso de reciclagem de administração do tempo. Anote as demandas de três dias e se esforce para cumprir o prazo. Organização tem que ser aliada com disciplina.


Cuide da saúde

Esportes podem ajudar sua carreira mais do que você possa imaginar. Por mais atarefado que o profissional seja é essencial aliar momentos de lazer na rotina.


Fonte: EXAME.com

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Dicas de Sucesso


Muitas vezes o candidato não consegue ser selecionado para uma determinada oportunidade de emprego por falhas primárias. Abaixo estão algumas dicas para seu sucesso.
  • Leia atentamente o anúncio da vaga e verifique se você atende os pré-requisitos para o cargo. Não candidate-se à vaga se você não estiver enquadrado no perfil solicitado.
  • Quando for enviar currículo por, a menos que o anúncio peça o contrário, jamais envie como anexo. Cole seu currículo no corpo do e-mail, pois a maior parte das empresas não abre anexos.
  • Se o anúncio pede que você insira uma determinada palavra ou expressão no assunto do e-mail não esqueça de fazê-lo.
  • Quando for enviar o currículo por e-mail envie para o e-mail que está no anúncio e não para o e-mail do nosso blog. Pode parecer óbvio mas vocês ficariam surpresos com a quantidade de currículos que recebemos.
  • Tenha um endereço de e-mail exclusivo para assuntos sérios como a candidatura a um emprego. Isso evita que você perca uma eventual convocação para uma entrevista por ela ter ficado perdida no meio de montes e montes de mensagens pessoais.
  • Muito cuidado com o correto uso da língua portuguesa ao elaborar seu currículo.
  • A apresentação pessoal é muito importante na hora de uma entrevista, jamais descuide desse ponto.
Fonte: http://www.vagaspoa.com.br/?page_id=1056. Acesso dia 17/02/2012.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

COMPETÊNCIA do conceito CHA para CHAVE

Competência é a palavra da atualidade. Quando participamos de uma entrevista de emprego, logo vem a pergunta:
Quais são suas competências técnicas e comportamentais? Para sermos reconhecidos e valorizados no contexto organizacional nossas competências serão avaliadas.
Mas afinal, qual é o conceito de competência?
“Competência, que tanto buscamos, pode ser definida como a capacidade de entregar os resultados desejados com a menor utilização de recursos, incluindo, entre esses, o tempo”.
Eugenio Mussak
Para Mussak, possuir competência é a condição para competir, para manter-se no jogo dos negócios, vivo no mercado de trabalho.
O conceito que conhecemos e utilizamos para competência é:
C – Conhecimento
H – Habilidade
A – Atitude
No cenário contemporâneo de constantes mudanças, surge uma nova definição para Competência, incluindo duas relevantes letras, o conceito CHA torna-se CHAVE.
V – Valores
São os valores que baseiam a vida do indivíduo e sua preocupação com a sustentabilidade. Será competente aquele que produzir visando o bem social, a ética e o respeito.
E – Entorno
Entorno é o ambiente que oferece as condições e estratégias para a competência ser exercida.
Mais do que nos preocuparmos com Conhecimento, Habilidade e Atitude, temos a responsabilidade de revermos nossos Valores e nossa atuação no Entorno organizacional. Além de evoluirmos como profissionais, devemos focar nossos esforços na realização de ações em prol das pessoas e da sociedade.
Portanto, competência é a CHAVE do sucesso!
Reflita e melhore sempre!
Autor: Solange Kaiber

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Não tenha medo das entrevistas de emprego


Processos seletivos constrangedores, algumas vezes "ridículos", expõem as pessoas a situações bem desanimadoras na hora de procurar emprego. Mas o importante é lembrar de ser você mesmo e não se deixar abalar


LUCAS HACKRADT


Final de ano pode ser sinônimo de emprego novo. Não só pelas datas comemorativas, mas também porque se inicia um novo ciclo nas grandes empresas - muitos processos seletivos para vagas de trainee e estágio são abertos, e contratações para o ano seguinte já começam a ser negociadas. Mas, para muita gente, é tempo de ficar apreensivo com as seleções.
Nem o mais desenvolto dos candidatos consegue fugir à regra. Quem nunca passou por um processo seletivo do qual saiu absolutamente envergonhado porque teve que fazer algo “ridículo”? Em algumas dinâmicas de grupo, os candidatos se vêem obrigados a cantar, em outras são convidados a encenar alguma situação, e ainda há processos em que as pessoas são submetidas a intensos interrogatórios. Mas, no fim das contas, o que se deve ter sempre em mente é: encare tudo com normalidade e não é preciso ficar nervoso.
Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch Recursos Humanos, empresa que recruta e seleciona executivos, afirma que é normal algumas companhias colocarem os candidatos sob pressão. Elas acreditam que assim podem melhor avaliar aquela pessoa. Mas, segundo ela, colocar sob pressão e constranger são coisas totalmente diferentes - e algumas das técnicas que são usadas hoje tornam-se extremamente desnecessárias na hora de avaliar um candidato.
“Eu digo o seguinte: você primeiro tem que saber o que está buscando”, diz Jacqueline. “Muitas pessoas contestam exercícios e dinâmicas de grupo que colocam os candidatos em situações constrangedoras. A verdade é que muitos desses processos não são necessários para avaliar pessoas. As dinâmicas não são e nem devem ser exercícios gratuitos.”
Não facilita também para o candidato o senso comum de que seleções são mesmo constrangedoras e que a pessoa tem que passar por aquilo para ser escolhida. ”Quem está avaliando, porém, tem que saber porque está propondo as atividades para o candidato. As técnicas não podem ser usadas simplesmente porque são bacanas, modernas”, diz. O grande diferencial de uma seleção bem feita, para ela, é quando o profissional de Recursos Humanos não perde de vista que seu objetivo, ali, é simplesmente avaliar competências.
Mas e quando a seleção, ao invés de constrangedora, deixa o candidato visivelmente desconfortável? Apesar de a situação ser chata, em alguns casos ela é necessária - principalmente quando se fala em seleções para cargos de chefia. O coordenador comercial Luiz Fabiano Labadeça passou recentemente por um processo desses: depois de ser avaliado por um profissional de Recursos Humanos, foi submetido a um teste de ética que, segundo ele, foi bastante invasivo - apesar de justificável.
“Fui levado para uma salinha e uma mulher começou a me fazer uma série de perguntas. Ela me olhava no fundo do olho. Perguntava, eu respondia e aí ela ficava em silêncio e começava a contestar as respostas, como num interrogatório”, diz Labadeça. “‘Você roubaria?’, me perguntava, e eu respondia que não. ‘Por que não?’, ela rebatia, ‘E se seu pai estivesse morrendo e você soubesse que podia pegar dinheiro da empresa. Você pegaria?’ Isso tudo vai minando a pessoa. Você sai de lá estarrecido, bravo.”
Quem aplicou o teste de ética foi a ICTS, uma empresa israelense de gestão de riscos em negócios que atua junto com o RH de grandes companhias na hora de fazer as seleções. O empresário Marcelo Forma, sócio-diretor do braço brasileiro, porém, afirma que tudo é feito de maneira responsável.
“Mas tem que ficar claro que aquilo não é simplesmente uma entrevista de emprego. Nossa seleção é feita pela análise de um especialista em linguagem corporal. Ele consegue detectar se a pessoa está escondendo alguma informação. Simplesmente abordamos respostas e pontos de vista que a pessoa colocou ao longo do processo todo; aquilo que causou dúvida é melhor explorado durante a entrevista individual”, diz Forma.
Essas entrevistas, segundo Forma, são feitas por pessoas treinadas durante mais de um ano - profissionais egressos de forças armadas, psicólogos, advogados, etc. “Mas de maneira alguma é um processo agressivo. Não é um interrogatório”, diz. Além disso, os entrevistadores são treinados por agentes do serviço secreto e da polícia federal americanos (CIA e FBI) para poderem analisar linguagem corporal e até mesmo a escrita do candidato. “Quando o ser humano fala a verdade, ele acessa a memória em seu cérebro. Na mentira ele acessa a imaginação, e isso tudo eles conseguem identificar por causa desses treinamentos”, afirma Forma.
Mas se tudo isso já fez o estômago embrulhar só de pensar na possibilidade de ser entrevistado por esse pessoal, Labadeça - que no fim das contas acabou aprovado - afirma que não há o que temer. “Não é um bicho de sete cabeças. É um processo invasivo, complicado, mas não é algo que mudou minha vida. Serviu para ficar esperto e atento ao que a empresa espera de mim”, diz. “Sim, em alguns momentos achei desnecessário quando estava lá, mas agora vejo que ele serve para medir a sua ética e para ver como, em uma situação extrema, você agiria.”
Jacqueline Resch também acalma os ânimos dos mais nervosos: “esse tipo de análise ética geralmente só é aplicada em candidatos a vagas para cargos altos.” O profissional de RH estará mais preocupado em avaliar a compatibilidade entre empresa e candidato. “Os processos expõem os candidatos a um determinado contexto e ambiente para avaliar se eles têm aderência à cultura de determinada empresa”, diz.
Em todo o caso, para Jacqueline, se a pessoa fica tão desconfortável assim com a seleção, às vezes pode ser porque ela própria não faz o perfil daquela empresa. “Não existem técnicas erradas, mas às vezes a pessoa se utiliza mal das técnicas. Se o profissional de RH escolhe um exercício que constrange o candidato, ele fez um mal uso”, afirma.
Além disso, o examinador sempre sabe com que pessoas está lidando. “O profissional de RH faz um planejamento antes da seleção, e sabe porque cada atividade está ali. Todo mundo que faz seleção sabe que mesmo a pessoa mais segura vai nervosa para o processo. Afinal, durante uma entrevista a pessoa está sempre em xeque.”
O importante, portanto, é não ficar nervoso e tentar, ao máximo, ser você mesmo - já que esses profissionais são treinados para perceber até quando a pessoa está fingindo ser algo que não é. E lembrar que, da parte de Recursos Humanos, o candidato é sempre avaliado por seus conhecimentos, habilidades e atitudes. “Não há porque ter medo do profissional de RH. É natural ir com ansiedade a uma entrevista por causa da expectativa da vaga, mas a pessoa tem que ir ali compartilhar experiências da sua vida profissional”, diz Jacqueline. Seguindo esses conselhos, na próxima entrevista de emprego que for, é só contar até dez e lembrar que bichos de sete cabeças realmente não existem.  

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Como pedir aumento? Mais Você dá dicas aos trabalhadores



Uma pesquisa indica que 85% dos empresários brasileiros estão dispostos a dar aumentos de salário. Eles perceberam que é muito mais caro e complicado substituir funcionários a toda hora. Pensando nisso, o Mais Você desta segunda-feira, dia 09 de maio, forneceu dicas aos telespectadores para o momento de pedir aumento. Ana Maria Braga ainda recebeu na casa Alfredo Assumpção, especialista em recrutamento e seleção.

“Você está pensando muito em pedir aumento de salário, mas não tem ideia de como fazer isso?”, questionou a apresentadora ao anunciar o tema. “Essa não é uma das missões mais fáceis”, alertou.

Fabrício Battaglini foi às ruas e perguntou para os trabalhadores se eles já pediram aumento de salário. Muitosdeles falaram que nunca pediram. O repórter explicou: “A primeira coisa é analisar se a hora é boa para falar de aumento e se você está merecendo. Para te ajudar, eu vou pedir que você diga sim ou não para cinco situações: a empresa em que você trabalha está bem financeiramente? Você vive recebendo elogios dos chefes? Faz mais de um ano que não tem aumento? Você mudou de cargo, mas o salário não? O seu chefe foi promovido e o seu salário continua o mesmo? Se respondeu sim pelo menos três vezes, é sinal de que está na hora de correr".

Na casa, Alfredo Assumpção comentou a matéria especial feita por Fabrício. Ele disse que jamais podemos deixar o chefe acuado. O repórter mostrou uma estratégia muito comum que o trabalhador brasileiro procura para convencer o chefe: problemas pessoais. O especialista aconselhou: “Você tem que saber se planejar, se surgir um problema de doença, é claro que a empresa vai te ajudar. Mas, comprar um carro, uma casa, isso é problema da pessoa. Não é bom fazer isso, você começa a ser o top da lista para ser demitido".

Outro erro dos trabalhadores é sugerir valores para o aumento de salário. “Você tem que entender que quem resolve isso é a empresa, não adianta você chegar falando isso porque o chefe cria antipatia por você”, observou Alfredo. Outro argumento que costuma falhar é a justificativa de trabalhar mais horas do que os outros. “Nem sempre trabalhar mais horas, é trabalhar com qualidade”, observou Fabrício Bataglini, na reportagem.

Chantagear o chefe, dizendo que recebeu o convite de outra empresa, além de ser sempre falho, é uma tentativa suicida, pois pode levar o funcionário realmente a perder seu emprego. “A estratégia é se fazer necessário. Se você é necessário, você ficará aqui a vida toda. Se você é necessário, a empresa vai te promover, vai te dar aumento. Você tem que fazer bem a sua função e agregar à empresa”, explicou o especialista.

Ele ainda anunciou que não adianta trabalhar em um horário mais prolongado: “Não adianta você ficar mais horas no seu trabalho, ele tem que ser produtivo, de qualidade”. Ana Maria Braga agradeceu ao especialista pelas dicas.



Fonte: http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1661464-18172,00.html. Acesso em 17/01/2012.